Aqueles que têm profissão de médico são motivo de orgulho para família. “Meu filho é doutor”. E como em quase todas as famílias, na minha também têm gente que atua na área médica. Lembro-me perfeitamente da época que minha mãe ainda trabalhava como dentista lá no Rio. Sempre atendia os pacientes vestindo um jaleco de brancura impecável, daqueles de ser estrela de propaganda de sabão em pó. Só usava dentro do consultório e sempre o transportava pendurado num cabide e protegido por uma capa plástica. Mas hoje em dia, andando pelas ruas, fico revoltado com a função a qual o jaleco foi resignado.
Em dias atuais, o jaleco – que deveria ser usado como proteção para médicos e pacientes – virou vestimenta de status. Dá nojo, ver esses “médicos” andando na rua e freqüentando os botecos pé-sujos em volta dos hospitais trajando a vestimenta. Usado fora dos consultórios e hospitais, o jaleco perde a sua função. Em nome da ostentação (“ei, olhem pra mim. eu sou médico, eu sou fodão!”) esses “doutores” levam pra dentro do ambiente de trabalho os mais variados tipos de bactérias que podem inclusive infectar pacientes, já que geralmente os que vão atrás de um médico já estão com o sistema imunológico enfraquecido. Eu já tenho minha decisão: não me trato com quem anda de jaleco na rua. Esses “médicos” sequer deveriam ser merecedores do título de doutor e muito menos motivo de orgulho. Na verdade, eles são uns montros.
Foto: Rosane Vidinhas



Publicado por Priscila Linconl em 10 10UTC abril 10UTC 2009 às 1:02 r r
Concordo sim, quando você fala de usar o jaleco apenas no local do trabalho devido a higiene e do risco de bactérias, porém acho muito exagero rotular todos os “jalequeiros” como se quisessem ser vistos como fodões. Existem “pessoas” e pessoas.
Adorei o blog. Parabéns!